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Veja dicas de como enviar uma boa proposta de showcase para o jazzahead! 2019

Veja dicas de como enviar uma boa proposta de showcase para o jazzahead! 2019

No dia 07 de novembro, das 16h30 às 18h, o gerente de projetos da Brasil, Música & Artes (BM&A), Leandro Ribeiro, realizou um workshop para orientar empresários e artistas em como enviar uma boa proposta de showcase para o jazzahead! 2019.

Os participantes ainda contaram com uma presença pra lá de especial: Elena Moisenko, Diretora de Programação do Usadba Jazz Festival (o maior festival ao ar livre da Rússia) e que também fez parte do júri que selecionou bandas para o jazzahead! 2018. Elena está em São Paulo até o dia 11 de novembro, a convite da BM&A, como parte da delegação internacional da programação do MicBR. E, assim, aproveitou para participar deste workshop e nos dar algumas dicas.

Confira abaixo o bate-papo entre Elena e Leandro, além de um link para download da apresentação do workshop.

Leandro Ribeiro: Quantas bandas enviaram propostas de showcases para a edição 2018 do jazzahead!?

Elena Moisenko: Foram mais de 300 bandas de todo o mundo, dos mais variados estilos de jazz.

Leandro Ribeiro: O jazzahead! indica para os jurados alguma linha de curadoria que deve ser seguida ou a escolha é livre?

Elena Moisenko: A escolha das bandas depende unicamente dos jurados. O jazzahead! não indica nenhuma linha de curadoria a ser seguida. Na verdade, os jurados é que dão esta linha de estilos que irão fazer parte da programação oficial de showcases. Em 2017, quando fizemos as escolhas para a edição de 2018, basicamente avaliamos a qualidade das bandas e se elas estariam prontas para trazer algo diferente para o mercado, especialmente o europeu.

Leandro Ribeiro: Dentro da sua experiência como jurada do jazzahead!, quais são os pontos mais importantes que são avaliados?

Elena Moisenko: Em primeiro lugar, os links de vídeo. Temos muito trabalho para avaliar todas as propostas que são enviadas e queremos ser justos com todas as bandas. Logo, temos que ter um ponto de partida nesta análise. Na minha opinião, a maneira mais fácil de fazer isso é olhando os vídeos que são enviados nas propostas de showcases. E também é muito importante que a short-bio da banda seja muito bem escrita, pois o vídeo pode aguçar a vontade de o jurado avaliar melhor outros detalhes da banda.

Leandro Ribeiro: Já participei de alguns processos de escolha de bandas e, na minha opinião, vídeos de shows ao vivo são muito importantes para esta análise. O que você pensa sobre isso?

Elena Moisenko: Exatamente. Muitos candidatos enviam vídeos mais criativos, com imagens subjetivas. Outros enviam a banda tocando em um estúdio. Todos estes vídeos são interessantes, mas no final das contas, os vídeos que transmitem uma mensagem mais adequada para a avaliação dos jurados são os vídeos ao vivo, pois, assim, conseguimos avaliar de fato como é a performance da banda, reação do público e se a banda realmente tem algo de especial, de diferente.

Leandro Ribeiro: No caso da seleção de bandas para a Overseas Night, que é o processo que as bandas brasileiras participam, que tipo de trabalho você enxerga com maior chance de ser bem-sucedido na seleção?

Elena Moisenko: não somente no caso do Brasil, mas para bandas de qualquer nacionalidade, sempre esperamos que estas bandas tragam alguma característica do seu país. Porque, dentre outras coisas, é isso que as diferencia das bandas de outras localidades. Então, por exemplo, me parece que uma banda de jazz brasileira terá mais chances de ser escolhida se ela trouxer elementos brasileiros em sua performance como um todo.

Leandro Ribeiro: e como é organizado o processo de seleção entre os jurados?

Elena Moisenko: De uma maneira geral, cada jurado faz uma análise de todas as bandas. Com base nesta análise individual, é realizada uma conferência entre todos os jurados, na qual cada um defende suas escolhas e, então, chegamos a um consenso.

Para baixar a apresentação utilizada no workshop, clique aqui.

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